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BOLETIM 546

DONOS OU MORDOMOS

Alguém perguntou a um líder cristão: “Posso convidar a Deus para ser meu sócio em meu negócio?” A resposta taxativa foi: “NÃO”, porque Deus é dono tudo, você é um simples mordomo e deve administrar tudo com diligência e fidelidade. Sua vida, família, negócios e bens são do Senhor e você é um mordomo.”
A Parábola dos Talentos (Mt 25:14-30) expressa o pensamento de Deus sobre a disposição do Senhor de nos dá dons e talentos para sermos seus multiplicadores aqui na terra.
O que nos ensina esta Parábola.
No texto de Mateus esta parábola é a última que Jesus contou. Dois dias depois Ele estaria sendo entregue nas mãos dos pecadores e seria crucificado.
Em Mateus 24:1-30 Jesus ensinou sobre os sinais de sua segunda vinda e conclui seu ensinamento com três parábolas e o grande julgamento (25:31-46). Ele está ensinando sobre o reino dos céus (25:1) e confirma no verso 14 “Pois será como um homem que ausentando-se do seu país, chamou os servos e lhes confiou os seus bens.
1- Ele é dono de tudo e “empresta” aos seus servos os seus bens (v.14). Esta expressão de Jesus está em perfeita harmonia com toda a Bíblia que ensina que tudo pertence ao Senhor. “Ao Senhor pertence à terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
Talentos no texto são 30 kg de prata ou 6.000 moedas, mas na vida prática são dons, conhecimento, habilidades, bens e oportunidades que o Senhor nos dá para servi-lo.
2- Ele dá a cada um segundo a sua própria capacidade (v.15).Isto revela a soberania, sabedoria e a bondade do Senhor com os seus servos. O Senhor é sábio e para organizar seu reino Ele estabeleceu uma estrutura de autoridade e responsabilidades conforme a capacidade dos homens. Ele assim organiza a vida na igreja se nós o obedecermos.
3- Vamos prestar contas do que recebemos.
Ele entrega seus bens por um período de tempo e depois vem para fazer a prestação de contas. “Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (v.19). Alguns servos de Deus tem mais consciência desse compromisso como Paulo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! ” (I Co 9:16-23). O que você está fazendo com os dons e talentos que Deus te deu?
4- Há urgência em multiplicar os talentos (v.16-17).
Os dois primeiros saíram imediatamente a “negociar” os talentos. Isto revela que eles entenderam o coração do seu senhor, eles o amavam e queriam agradá-lo e também aproveitar a oportunidade serem frutíferos gerando resultado para o reino.
Quem ama ao Senhor e compreende a gravidade, a urgência dos dias que vivemos, se esforça, se afadiga, se desgasta para ganhar almas. Por isso vão ser honrados e recompensados.
Talentos hoje não é necessariamente prata ou ouro, mas dons, o tempo, as oportunidades e bens que Deus nos dá para fazer sua obra multiplicar. Deus dá prosperidade para dar para os seus servos serem sustentadores da obra de Deus.
A recompensa dos que “negociaram”:
a) Receberam um bonito elogio “muito bem servo bom e fiel”. Isto é tudo que queremos em nossa vida. Terminar nossa jornada bem, com honra e aprovação de Deus. Muitos começam bem mais se deixam “encantar” ou seduzir pelos bens, pela sabedoria do mundo, pelas vaidades, prazeres e “espinhos” desta vida.
b) Ganhou uma promoção: “Foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei”.
c) Receberam uma benção eterna: “Entra no gozo do teu senhor.”
Deus nos dá grande privilégio de sermos seus mordomos, com a firme palavra que somos seus herdeiros. É grande também a nossa responsabilidade de sermos seus mordomos (servos, despenseiros dos ministérios de Deus, administradores). Se você está servindo em algum grupo familiar, ministério ou alguma congregação saiba que é um privilégio com alta recompensa, é uma graça de Deus poder servi-Lo, por isso, faça-o com amor, dedicação porque Ele merece.
A repreensão do servo mau
Ele tinha uma idéia errada do seu senhor. Ele o acusa de ser severo (duro, inflexível), de ser injusto “ceifas onde não semeastes e ajuntas onde não espalhaste” (v.24). Que grande mentira do servo mau, na verdade ele estava inventando desculpas para a sua desobediência. Ele ainda acrescenta “receoso, escondi o teu talento; aqui tens o que é teu” (v.25). O servo mau não considerou a bondade do seu senhor, e a sabedoria de lhe dar segundo a sua capacidade. Ele devia pelo menos aplicar o dinheiro do seu senhor no banco e lhe entregar com os juros. O medo o paralisou, sua idéia errada sobre o caráter de seu senhor o prejudicou. Conclusões:
1. O galardão é conforme a obediência e o esforço empreendido.
2. Não seremos salvos pela nossa produção e nem condenados por não produzirmos ainda que o texto termine dizendo “E o servo inútil, lançai-o fora nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (v.30).
Todo o Novo Testamento ensina que seremos salvos pela fé em Cristo e não por obras. A condenação é para os que rejeitam a graça de Cristo e vivem independentes de Deus, procurando estabelecer sua própria justiça.
Estamos no mês de missões, use os dons e talentos para expansão do reino de Deus. Dê uma Bíblia, faça algumas visitas, convide seu amigo para o grupo ou para o culto, dê uma oferta especial para missões. Faça diferença.

Em Cristo,

Pr. José João Mesquita
Publicado no Boletim 546 de 08/Jul/2007