“Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé.
Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. Por isto estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.” Romanos 1:11,12,14 (NVI)
Quando se pensa em fazer missões, há alguns paradigmas que envolvem a execução da mesma:
1) Missões só pode ser feita com sucesso quando feita por pastores treinados, ou por irmãos que receberam treinamento para tal.
2) Para cumprir o Ide de Jesus e fazer um trabalho missionário, é preciso deixar o que faço e onde moro.
3) Fazer missões é ir eu mesmo a um campo missionário.
4) Missões é algo que deve ser feito entre os pobres, os mais abastados não precisam do Evangelho.
Bem, há muitos outros paradigmas, mas os citados acima são os mais comuns. Todos eles são equivocados! No livro de Atos dos Apóstolos é comum vermos cada crente se revelando um missionário, alguns foram comissionados e separados para este serviço de forma exclusiva, outros anunciavam a Cristo tendo outras profissões. Alguns foram enviados, como Paulo e Barnabé, mas muitos outros ficaram e deram suporte aos enviados ( Igreja de Antioquia ). Todos eram missionários!
Anunciar a Cristo e seu caráter é uma necessidade natural do homem nascido de novo, de alguém que experimentou o lavar regenerador do Espírito Santo. No texto acima, Paulo expressa seu desejo ardente de visitar e abençoar o povo que se reunia em Roma. Ele se disse devedor tanto a gregos quanto a bárbaros, nativos ou invasores, educados ou brutos. Também se disse responsável por anunciar a Cristo tanto a sábios quanto a ignorantes.
Esta mesma cidade que foi alvo do ministério do apóstolo Paulo, Roma, que experimentou grande presença e influência do cristianismo, hoje amarga a incredulidade, o materialismo, a completa ignorância do Cristo e sua obra. Ficou só a religião vazia. A presença de cristãos evangélicos na Itália é de 0.5%! Estima-se que não há país na Europa com mais de 1.6% da população sendo evangélica, incluindo seitas das mais variadas.
O continente Europeu escureceu novamente, é tido como um dos mais difíceis e resistentes ao Evangelho de todo o planeta! A sociedade européia é também conhecida por “pós-cristã”, e o remanescente lá presente reclama a ausência dos irmãos de países como Brasil, que antes foram campos missionários, mas hoje experimentam muito da graça de Deus. Infelizmente muitos acham que a Europa não precisa de nossos missionários e investimentos, pois acham que continuam cristãos e são ricos, neste caso a África e Ásia são mais importantes! Será que Jesus apoiaria esta afirmação? Estaria este continente incluído no “Ide” de Deus?
Louvo a Deus pelo privilégio de anunciar o Evangelho em vários pontos do continente europeu, como Paulo posso dizer que sou devedor tanto a europeus ricos quanto a pobres! Louvo a Deus pelos missionários que, com muita dificuldade e até morte, deixaram a Europa para anunciarem a Cristo no meu amado Brasil, e hoje nos deliciamos nos benefícios da obra transformadora do Senhor em nossa nação. Louvo a Deus pela IPM e sua visão missionária, que tem abençoado a muitos pelo continente europeu. Lá estamos porque cremos que o Senhor é quem administra o serviço na seara, devemos ir onde Ele nos enviar, como servos obedientes.
Como Paulo, também desejo ser instrumento de Deus no fortalecimento de igrejas irmãs que laboram sofridamente na Europa, para que possamos colher frutos entre eles e com eles, para que sejamos mutuamente encorajados pela fé. Que privilégio o nosso!!
Que o Senhor Deus deposite em nossos corações ainda mais amor pelo perdido, fazendo de cada um de nós um MISSIONÁRIO, onde quer que estejamos.
Pr. Sérgio Horta
Publicado no Boletim 548 de 22/Jul/2007