Irmãos amados! Na semana passada ouvimos nos Cultos, pelo menos três tipos de alianças constituídas. Sem dúvida alguma, envolvendo a pessoa e a presença de Deus, quer aprovando ou reprovando essas alianças. Nesta semana queremos ampliar o conceito e, sem deixar a compreensão do “valor de uma aliança”, juntar também o “valor de uma comunidade”, nos dias atuais.
Pois bem, todos sabemos que os tempos mudaram, os costumes mudaram, as cidades mudaram, os meios de transportes mudaram e tudo continua mudando a cada ano e a cada mês. Porém há uma verdade que precisa ser a rocha e a base em nossas vidas: Deus não mudou, nem a Sua Palavra! O que Ele disse há mais de quatro mil anos, valeu para aquela época e continua tendo o mesmo valor para os dias atuais e futuros.
No texto, separado para esta semana (Atos 2:42-47), Deus nos leva a compreender e também nos alerta sobre a única opção de demonstrar ao mundo, às pessoas, e até mesmo às trevas, a genuína vida do Corpo de Cristo, isto é, uma igreja cheia do poder de Deus (a ação diária do Espírito Santo). Cheia de pequenos grupos (as comunidades como verdadeiras famílias espirituais, que se cuidam, uns aos outros). Cheia de simpatia, em decorrência da ação dos grupos pequenos, diante das pessoas não alcançadas (cada grupo evangelizando e discipulando como estilo de vida). Cheia de alegria e gratidão para os Cultos dominicais (a grande celebração de todos os pequenos grupos, de todo o povo santo, para transbordar em adoração ao Senhor). Cheia, em fim, de ministros de Cristo, sendo juntos - Mt 5:13-14 - “o sal da terra e a luz do mundo” (cada casa uma igreja, cada membro um ministro). Vejamos, então, alguns pontos significativos, sobre o especial valor de uma comunidade: 1. Por que comunidade? Embora seja um termo muito falado, pouco se conhece dele. Comunidade verdadeira, começou a partir do próprio Deus, quando sendo Ele, um só, revelou-se em três pessoas, a Comunidade de poder e amor. Foi para isto que Ele nos criou à Sua imagem e semelhança, para vivermos e crescermos em pequenos grupos de amor e poder. A nossa natureza grita por comunidade, pois é a natureza herdada de Deus. Precisamos de Cristo e do Seu Corpo, para lidarmos com o horror e as consequências da queda, que sutilmente engendrada por Satanás, conseguiu que o Pecado tomasse forma e rompesse a construção da comunidade humana, quebrando a comunhão entre o ser humano e Deus e, consequentemente, entre os seres humanos (Adão e Eva - esposo e esposa, Caim e Abel - irmãos de uma mesma família), oferecendo a ridícula mentira de que há vida isolada. Ao contrário, vida mesmo é somente na comunidade, que persevera nas ações e práticas, de uns para com os outros. “Ali ordena o Senhor e a sua bênção, e a vida para sempre” ( Sl 133:3b). 2. Pra que comunidade? Já se disse que ninguém cria a Comunidade, pois ela já existe desde os tempos eternos na pessoa do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ao converter-se a Cristo, você entrou nesta comunidade bendita, nesta aliança feita pelo sangue de Jesus o Filho, com Deus o Pai, e daí para frente, cada participante e cada grupo pequeno precisam de algumas ações práticas a serem cultivadas de forma crescentes: Ação nº 1: esforçar-se pessoalmente e em grupo, para conhecer a Palavra (vontade) de Deus e compartilhar suas experiências no seu grupo de comunhão; Ação nº 2: esforçar-se para cultivar diariamente sua vida de oração, sabendo que faz parte de uma comunidade pequena e grande, que precisa de intimidade com o Seu sustentador, o nosso Pai Eterno; Ação nº 3: esforçar-se para, pessoalmente e no grupo familiar, amar os perdidos e com entusiasmo, mostrar-lhes que a morte não mais tem poder sobre a vida. Que a nova aliança da comunhão eterna com Deus, está de portas abertas. Convide-os a entrar!
Meu irmão e minha irmã! O Senhor Jesus já tem você? Se sua resposta é sim, saiba de uma vez por todas que Ele o(a) tem para SER um fator de comunhão, vivendo para construir o Seu corpo (igreja) aqui na terra. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4). Não é construir com tijolos, ou algum tipo de material, mas com muitas pedras vivas (pessoas novas na sua comunidade pequena) evangelizadas, regeneradas e nascidas em Cristo, para com você e comigo podermos participar do pão (corpo) e do vinho (sangue) da nova e eterna aliança (Comunidade) e, naquele Dia estarmos com Ele à mesa, na festa das bodas do Cordeiro.
Por fim, quantas pessoas você estará, neste ano, levando à Comunidade de Cristo? Lembre-se: “só existe uma forma de você, eu e nossos amigos fugirmos do juízo de Deus, é fugindo agora mesmo para Cristo”. Viva, mas viva para isto todos os dias!
Pr. José Nery Teixeira Publicado no Boletim 593 de 01/Jun/2008