“Comunidade exige comprometimento. Somente o Espírito Santo pode criar uma verdadeira comunhão entre os crentes, mas Ele processa isso através das escolhas e compromissos que fazemos. Paulo trata dessa dupla responsabilidade: Vocês estão unidos na paz por meio do Espírito. Esforcem-se, portanto, para continuar unidos desse modo. É necessário TANTO O PODER DE DEUS QUANTO O NOSSO ESFORÇO para produzir uma comunidade cristã amorosa. Se você está cansado de comunhão fajuta e gostaria de cultivar uma comunidade amorosa, com uma comunhão verdadeira em seu grupo pequeno, classe de escola dominical ou... , será necessário fazer algumas escolhas difíceis e assumir alguns riscos. Formar uma comunidade exige sinceridade. Você deverá ter uma grande dedicação ao falar a verdade de forma carinhosa, mesmo quando preferir passar por cima de um problema ou desconsiderar um assunto. Embora seja muito mais fácil permanecer em silêncio enquanto os outros prejudicam a si próprios e aos outros com alguma prática pecaminosa, essa não é a atitude de amor a ser tomada. Toda vez que uma questão vem à tona e pode causar tensão ou desconforto, é imediatamente encoberto, a fim de preservar uma falsa sensação de paz. Nós freqüentemente sabemos o que precisa ser dito a alguém, mas nossos temores nos impedem de dizer. Muitas comunidades e grupos pequenos permanecem superficiais por terem receio de conflitos. O sr. “Panos Quentes” intervém e tenta aplacar os ânimos.
Lamentavelmente, milhares de comunidades foram destruídas por falta de honestidade. Formar uma comunidade exige humildade. A presunção, o convencimento e o orgulho obstinado destroem a comunhão mais rápido que qualquer outra coisa. O orgulho ergue muros entre as pessoas; a humildade ergue pontes. A humildade é o ungüento que acalma e suaviza as relações. É por isso que a Bíblia diz: Sejam todos humildes uns para com os outros. A vestimenta adequada à comunhão é a postura humilde.
O resto do último versículo diz:... porque Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes: Você pode desenvolver a humildade de várias maneiras práticas: admitindo suas fraquezas, sendo paciente com as fraquezas dos outros, estando aberto para admoestações e pondo os outros em evidência. Formar uma comunidade exige cortesia. Somos corteses quando respeitamos nossas diferenças e somos cuidadosos com os sentimentos uns dos outros e pacientes com as pessoas que nos irritam. Paulo disse a Tito: O povo de Deus deve ser generoso e cortês. Em toda igreja e em todo pequeno grupo, há sempre pelo menos uma pessoa “difícil”, e normalmente mais que uma. Essas pessoas podem ter carências emocionais, insegurança profunda, maneirismos irritantes e escassas habilidades sociais. Você deve chamá-las de pessoas NTE (“Necessária Tolerância Extra”). Deus pôs essas pessoas em nosso meio tanto para benefício delas quanto nosso. Elas são uma oportunidade para crescermos e um teste para a comunhão. Será que conseguiremos amá-las como irmãos e irmãs, tratando-as com dignidade? Formar uma comunidade exige sigilo. Somente em um ambiente seguro, onde houver um acolhimento carinhoso e sigilo confiável, as pessoas se abrirão e compartilharão suas maiores mágoas, necessidades e erros. Sigilo não significa ficar em silêncio enquanto seu irmãos ou irmã peca, e sim saber que aquilo que for comentado no grupo ficará restrito ao grupo. O grupo precisa conviver com isso e evitará a fofoca.
Deus detesta a fofoca; principalmente quando é maldosamente disfarçada com “pedido de oração” a favor de alguém. Deus diz: Os maus provocam discussões, e quem fala mal dos outros separa os maiores amigos”. Formar comunidade exige constância. Você deve manter um contato constante e regular com seu grupo, a fim de desenvolver a verdadeira comunhão. Relacionamentos exigem tempo. A Bíblia nos diz: Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros. Devemos desenvolver o hábito de nos reunir. Hábito é algo que você faz com freqüência, e não uma vez ou outra. Você tem de passar tempo com as pessoas - muito tempo - para estabelecer relacionamentos íntimos. É por isso que a comunhão é tão superficial em algumas igrejas; não passamos tempo suficiente juntos, e o tempo que passamos é usado normalmente para ouvir uma única pessoa falar.
Ser membro de um grupo pequeno ou de uma classe de escola dominical, recomendo que se faça um pacto entre todos, o qual inclua as nove características da comunhão bíblica: “Partilharemos nossos verdadeiros sentimentos (autenticidade), incentivaremos uns aos outros (reciprocidade), apoiaremos uns aos outros (compaixão), perdoaremos uns aos outros (misericórdia), falaremos a verdade com amor (sinceridade), admitiremos nossas fraquezas (humildade), respeitaremos nossas diferenças (cortesia), não fofocaremos (sigilo) e faremos do grupo uma prioridade (constância)”. Quando você olha a lista de características, torna-se evidente o motivo por que a comunhão é tão rara. Ela significa desistir de nosso individualismo e independia para nos tornar interdependentes. Mas os benefícios de dividir a vida com o outros suplanta largamente os custos e nos prepara para o céu.”
Fonte: Uma vida com propósitos
Autor: Rick Warren Publicado no Boletim 597 de 29/Jun/2008