Mesmo tendo sido instituída há tanto tempo, vejamos o que a Páscoa e a Santa Ceia tem a nos ensinar e seu significado.
Historicamente a Páscoa provem do tempo quando Deus livrou Israel da escravidão egípcia (Êxodo 11), por causa de suas injustiças Deus havia pronunciado juízo contra o povo egípcio, levando os seus primogênitos. Preparando a execução de um juízo fina. Os que criam em Deus, deviam sacrificar um cordeiro puro e salpicar o sangue nos umbrais e nas portas. Então o sangue do cordeiro inocente lhe serviria como um sinal de que o juízo que viria havia sido executado sobre o cordeirinho inocente sacrificado. Vendo o sangue, Deus passaria por cima daquela casa. Os que criam em Deus aplicaram o sangue em suas casas e foram salvos, mas aqueles que não criam e não aplicaram, foram destruídos.
A Páscoa simboliza a vinda de Cristo como Salvador. O Cordeiro sem mancha, representa a vida de Cristo que foi totalmente sem pecado (Jo 1:29) e o sangue salpicado nas portas representa o sangue de Cristo vertido em favor dos crentes. Era um sinal de que a vida e o sangue do cordeiro inocente havia substituído ao primogênito. O comer o cordeiro representava a necessidade do alimento espiritual obtido de Cristo, o Pão da Vida. O Pão sem fermento representava a necessidade de afastar o mal da vida e da casa dos crentes.
Sem esquecer que o Cordeiro é o pão sem fermento. Na festa judia da páscoa era celebrada com quatro elementos para se comer e beber.
▪ Se colocava um recipiente com água salgada na mesa para recordar as famílias as lágrimas vertidas por seus antepassados durante 430 anos de escravidão no Egito.
▪ Um prato com ervas amargas devia recordar as amargas experiências de seus familiares no período da escravidão.
▪ Uma espécie de pasta de frutas (charoseth), com galhos de canela devia recordá-los do trabalho dos seus parentes fazendo tijolos de barro e palha para as cidades e construções egípcias.
▪ E ainda, usava-se quatro copos de vinho para lhes recordar das quatro promessas de Deus em Êxodo 6.6-8: Vos tirareis de debaixo das cargas do Egito; Vos livrarei da servidão; Vos resgatarei com braço estendido com grande manifestações e vos levarei a terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e Jacó (terra prometida, Israel).
É preciso notar que toda a celebração da páscoa estava ligada a fatos históricos. Celebrava-se um acontecimento do passado, mas a Ceia do Senhor é muito mais que recordar uma historia do passado. É celebrar no coração e na vida do crente o Cristo vivo até que Ele venha. É celebrar a vitória portentosa de Cristo sobre a morte e a cruz! (I Co 22:26).
O simbolismo do pão - Jesus tomou o pão e partiu. Isso simboliza seu corpo sendo sacrificado por nós.
Note que Jesus disse que seu corpo foi partido e entregue por nós. Sofreu e morreu por nós. Suportou o juízo de Deus sobre o pecado morrendo por nós.
Jesus identificou o cálice com o vinho, como o sangue da Nova Aliança. Seu sangue permite um novo relacionamento com Deus.
Jesus ainda menciona: “Fazei em memória de mim... Ao cumprir a páscoa com seu próprio sangue, Jesus estava ligando a Ceia do Senhor e a festa da Páscoa. Ao instituir a Ceia do Senhor, Ele está ensinando aos seus discípulos que Ele era o grande libertador, nosso redentor.
Todas as vezes que o povo de Deus estiver celebrando a Ceia, deve ter em mente algumas profundas recordações, tal como:
1 - Recordar como Deus havia livrado a pequena e oprimida nação de Israel do cativeiro no Egito.
2 - Lembrar que o sangue do Senhor Jesus nos livra da escravidão do mundo e da pecaminosa. A Ceia do Senhor devia recordar-nos que o sangue do Cordeiro nos purifica de todo pecado e nos guarda do Juízo de Deus.
3 - Recordar que o sangue de Jesus Cristo possibilita livrar seu povo e a levá-lo a eterna presença da glória de Deus.
“... No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua Graça.” (Ef 1:7)
“... e o sangue de Jesus, seu Filho nos purifica de todo pecado.” (I João 1.7)
Pr. Djard Cadais de Moraes revdjard@uol.com.br Publicado no Boletim 602 de 03/Ago/2008