BOLETIM 627


DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS

Quem são nossos filhos? Conhecemos de fato como eles são? Há momentos em que nos vemos fazendo perguntas para nós mesmos, com relação a eles, como se não os tivéssemos carregado em nossos braços, não tivéssemos passado noites em claro quando eles adoeciam, ou ainda quando se feriam e cuidávamos deles. De repente crescem, e vão se tornando independentes adquirindo suas próprias experiências. Sem aprofundar muito o assunto, observamos que há duas linhas de ensino para os nossos filhos, educação segundo princípios de respeitabilidade, ensino adquirido dos pais pelas tradições familiares recebendo os melhores costumes. E a outra linha baseia-se em primeiro lugar na excelência dos ensinos eternos de Deus, somando-se as boas tradições familiares citadas acima.
Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc.10:13-16). Era uma boa tradição quando os nossos pais nos traziam para que conhecêssemos as pessoas mais vividas e respeitáveis que tinham acesso as nossas casas, embora nos sentíssemos deslocados escondendo-nos atrás de nossos pais, éramos apresentados e recebíamos geralmente uma palavra de benção. Educação que poucos hoje têm o privilégio de vivenciá-la.
Quando Jesus nosso Senhor se assentava para ensinar as boas novas para os adultos, os pais se sentiam compungidos a trazerem seus filhos para conhecerem o Caminho e por Ele serem abençoados, incluindo as crianças de tenra idade. Nosso Senhor oportunamente voltou a ensinar o quanto é importante uma educação baseada nos princípios do reino de Deus. Nossos filhos precisam aprender desde cedo que estão em aliança com Deus e na total dependência Dele, fazendo parte do reino celestial.
Na pós-modernidade aparece uma geração que rejeitou princípios e condutas do reino de Deus. Os pais modernos transferiram a educação familiar de seus filhos para os educadores escolares, que em muitos casos sentem-se obrigados a ensinarem princípios paternos, e quando o fazem são repreendidos pelos pais. O caminho, que é Jesus, lhes foi impedido pelos adultos. Em casa já não se sentam para uma boa conversa, os pais já não encontram tempo para ouvir os filhos quando chegam para falar dos seus temores, pedindo um consolo, um braço forte. Deus foi tirado do contexto da vida. Surge uma geração sem princípios gerando outros sem limites. O que vemos então? Valores sendo desprezados. A Bíblia, que é a palavra de Deus revelada, foi tirada das famílias, embora em muitas casas possa se encontrar uma, porém ela não é lida. Como pode então termos linhas mestras para a conduta de ensino? Deparamo-nos com muitos pais dizendo: jamais esperei tal atitude de meu filho sempre lhe dei tudo, nada lhe faltou, escola particular, boas roupas, dinheiro etc. Provérbios 29:17 Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma. O que faltou? Amor para admoestá-lo nos caminhos eternos de Deus. Mas como ensinar de Deus se nunca foram ensinados?
Quem assistiu pela televisão a posse do novo presidente dos Estados Unidos da América ouviu dos repórteres que um juiz da Suprema Corte queria tirar do pronunciamento final de juramento e lealdade a nação a frase, “Que Deus me ajude”. Na França é proibido qualquer aluno na escola falar de Deus. Lucas 18:8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
Poderemos viver numa sociedade pós-moderna sem perder princípios. As igrejas onde a palavra de Deus é ensinada tanto para adultos como para crianças resgata para a sociedade princípios perdidos que são verdadeiros tesouros que estavam escondidos. Ensinar os filhos é dever dos pais, é a vontade de Deus. Provérbios 22:6 Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

Pr. Francisco Wellighton Gomes Faria
Publicado no Boletim 627 de 25/Jan/2009