BOLETIM 628


COMER PARA VIVER

Você já viu uma jovem senhora com um prato de comida e colher na mão andando atrás de uma criança, e insistindo que ela coma? E a cena dura muito tempo, com uma súplica insistente: “Meu filho, coma”! E a “figurinha” com aquele olhar mais do que desinteressado, olhando os brinquedos ou coisas mais interessantes, e fazendo questão de mostrar seu desinteresse pela comida oferecida. Por outro lado se a mesma criança pega doces ou guloseimas, ninguém precisa insistir que coma. Mas se o mesmo prato de comida rejeitado pelo menino fosse oferecido a uma criança realmente faminta, sem comer a muito tempo, a reação seria outra.

Comer a coisa certa e recusar a errada é o assunto dos primeiros capítulos de Gênesis. Deus preparou o paraíso, para o homem e plantou no meio do jardim a árvore da vida, informando-lhe, certamente com detalhes, dos benefícios de comer bem e dando-lhe a advertência sobre a árvore do conhecimento do bem e do mal. “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gn 2:16-17). O resumo da revelação de Deus poderia ser: “Comer para viver ou comer para morrer”. Toda a discussão da serpente foi para convencer a mulher de que Deus não dissera o que ela pensava, e assim Satanás exerceu seu ministério homicida. (Jo 8:44). O problema não era a qualidade do fruto, mas o interesse em comê-lo. Adquirir uma conhecimento proibido, pois o bem Deus estava revelando diariamente, mas a serpente queria revelar o mal, e o interesse demonstrado foi em conhecer o mal.

Algumas pessoas receberam a ordem de comer a Palavra de Deus: Ele disse a Ezequiel “abre a boca e come o que eu te dou. Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro... Ainda me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel. Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo. E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel. Disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel e dize-lhe as minhas palavras. Ez 2:8-3:4 Jeremias disse: “Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos”. (Jr 15:16) Davi disse que as palavras dos ensinos de Deus: “São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos”. Sl 19:10. O escritor do Salmo 119 falou: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca”. Sl 119:103. Da mesma forma o Senhor convida os sedentos: “Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas”... (Is 55:1) Na última refeição de Jesus com seus discípulos, ele ofereceu uma comida e bebida especiais. Pão e vinho. Mas a especialidade desta comida não estava na sua quantidade ou tempero, mas no significado. “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”. (Mt 26:26-28) Essa é a melhor comida e bebida. Com o poder da Palavra de Deus, Jesus, podemos nos alimentar do alimento Eterno.

Pr. João Chrysostomo Junior
Publicado no Boletim 628 de 01/Fev/2009