Suas relações familiares vão bem? Suas atitudes são por obrigação ou de coração? No fim do Antigo Testamento Deus prometeu a vinda do profeta Elias com uma missão específica: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição”. (Ml 4:6) Você pode já ter se convertido ao Senhor. Mas está convertido a seus filhos? A seus pais? À sua família? Se não, você, sua casa, nossa igreja, nossa cidade, nosso país sofreremos a maldição do Senhor. Nós nunca pensamos em conversão à pessoas. Mas o texto nos fala de voltar o coração dos pais para os filhos e dos filhos para os pais. Seu coração está voltado para sua família? Ou suas ocupações o impedem. Veja a seriedade da Palavra do Senhor. Se isso não acontecer ele fere a terra com maldição.
A aliança da bênção. Antes dos meus filhos nascerem, nós os consagramos a Deus em oração. Quando nasceram fizemos um culto de gratidão a Deus e oficialmente os consagramos novamente antes de batizá-los. Queríamos e ainda queremos que eles sejam de Deus, mas também queremos as bênçãos de Deus para eles. Depois descobri que muito antes de eu querer bênçãos para eles Deus já queria abençoá-los. Deus fez uma aliança com Abraão, com a Nação de Israel, com você e sua família: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. (Gn 17:7) Todas as nossas iniciativas para recebermos as bênçãos de Deus em nossa casa partem desta promessa. Deus tomou a iniciativa de fazer uma aliança para ser o Deus de Abraão. Ele se antecipou. Não quis ser só bênção para Abraão, mas para seu filho, netos e todas as próximas gerações. Ele quis e quer ser “o teu Deus e da tua descendência”. Você e sua família são muito especiais para Deus. Se Deus quis tanto, você pode querer menos?
O Cristo maldito. Este é um conceito quase ignorado, mas não valorizado na sua totalidade: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”. (Gl 3:13). Cristo se tornou maldito de Deus (Dt 21:23) em nosso lugar para recebermos a bênção de Abraão. Todas as bênçãos que recebemos estão associadas às promessas de Deus feitas a Abraão. Principalmente a bênção de Deus para nossas famílias: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn 12:3) Deus não quer que só você seja salvo, mas quer ganhar sua família toda, considerando que ele já abençoou todas as famílias em Abraão. Só que essa foi uma bênção muito cara, pois custou a maldição de Jesus por nós para que a bênção nos alcançasse. Você tem valorizado estas bênçãos de modo suficiente? Deus nos livre de desobedecermos porque as conseqüências serão proporcionais ao preço do sacrifício.
O perigo de desprezar. “Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer”. (Pv 23:22). Quando você se torna adolescente, jovem ou adulto, e aprende a “empinar o nariz”, e acha que não deve mais a honra que Deus quer que você dê a seus pais, está redondamente enganado e sujeito a consequências terríveis. Temos ainda a ordem de cuidar de nossos progenitores na velhice, de acordo com (1Tm 5:4) “Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores; pois isto é aceitável diante de Deus”. Caso contrário seremos considerados piores do que os descrentes. (1Tm 5:8) “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. Como você se analisa à luz destes textos?
Pais e filhos. Pai e mãe devem ser honrados desde o nosso nascimento até a morte deles. Honrar inclui amor, respeito, consideração, conceder dignidade e estima. Não apenas quando somos crianças e estamos em treinamento, mas isso vai até o fim da vida: Esta conduta traz uma promessa de termos uma vida boa e longa sobre a terra. Meu professor Rev. Wilson de Castro Ferreira, dizia que este texto é um assunto “de segurança nacional”. Grande parte da desgraça de nosso País e da nossa fraqueza como igreja se deve a desobediência deste mandamento. Por outro lado os pais não podem abusar de sua autoridade irritando seus filhos. Isso lhes trará desanimo. A autoridade com amor ensinará obediência e trará bênção para a família.
Uma aliança com base na aliança. Como base em todos estes textos você está disposto a fazer uma aliança com Deus de priorizar seus filhos e seus pais? Coloque-se à disposição de Deus para ser bênção em sua casa. Você e suas próximas gerações só terão a ganhar.
Pr. João Chrysostomo Junior
Publicado no Boletim 662 de 27/Set/2009