BOLETIM 670

DONS E FUNÇÕES DIFERENTES NO CORPO

Você já parou para imaginar como é importante cada membro do nosso corpo, conquanto muitas das vezes não notemos essa vital importância.
No nosso texto de hoje, o apóstolo Paulo tem um interesse em ensinar-nos e nos oferece um quadro sobre a organização e administração da Igreja do Senhor Jesus.
Pensando na vida do corpo, a primeira lição que podemos extrair é que Cristo é o cabeça da Igreja. Há somente um Rei na Igreja, o Rei Jesus. O Papa não é o chefe, nem qualquer príncipe ou autoridade eclesiástica. Jamais qualquer homem ou mulher pode ser o chefe da Igreja. Cristo na Igreja é o chefe, o cabeça da Igreja e onde dois ou três estiverem reunidos ele esta no meio deles. Jamais esqueçamos, Cristo é o cabeça e nos somos o seu corpo e seus membros em particular.
Na Igreja Primitiva existia três tipos de funções. Muitos tinham um ministério não confinado a um só lugar, desempenhavam de forma itinerante, indo onde o Espírito lhes impulsionava a ir e onde Deus os enviassem.
1 - Os apóstolos tinham autoridade sobre toda a Igreja. O circulo apostólico excedia aos doze. Dentre eles podemos observar: Barnabé (At.14:4,17), também Tiago irmão de Jesus (I Co.15:17 , Ga.1:19), Silvano (I Ts.2:6). O apóstolo devia reunir dois grandes requisitos. Em primeiro lugar, deveria ter sido enviado por Jesus. Em segundo lugar, o apóstolo tinha que ter sido testemunha da ressurreição, ou seja, do Senhor Ressuscitado. Com um significado maior, deveria ensinar sobre Cristo e levar o Poder de Jesus a outros para que pudessem experimentar também o poder do Cristo ressuscitado.
2 - Em seguida ao texto temos os profetas. A Palavra profeta não pesa tanto no que diz respeito aquele que prediz, expressa sim, em lugar de: A missão dos profetas era muito mais do que predizer o futuro, era expressar a vontade de Deus. Ao expressar a vontade de Deus diretamente prediziam o futuro, já que anunciavam aos homens as possíveis consequências em caso de desobedecerem à vontade de Deus. Os profetas visitavam as igrejas. Suas mensagens não eram um compêndio de estudo teológico ou de reflexão, mas sim uma comunicação direta do Espírito Santo. Não tinham casas, nem famílias, nem meios de sustento. Iam de igreja a outra proclamando a vontade de Deus e como Deus havia se revelado. Em tempo de perseguição, eles eram os primeiros a sofrerem na carne as dores vinda dos inimigos da cruz. A tarefa que desempenhavam era muito perigosa, não tinham meios de se ocultar, eram sempre os primeiros a morrer por sua fé.
1 - Os evangelistas. Que também eram arautos de Deus ambulantes. A eles seria uma função correspondente aos nossos missionários de hoje em dia. Paulo escreveu a Timóteo: Faz a obra de evangelista! (2 Tm.4:5). Os evangelistas eram portadores das boas novas, das noticias da salvação em Cristo! Não possuíam a influência dos apóstolos enviados diretamente pelo Senhor, tão pouco possuíam a influência dos profetas inspirados pelo Espírito; eram os missionários de batalha, a infantaria da Igreja, portadores da mensagem de boas novas a um mundo que jamais tinha ouvido uma mensagem de esperança. No Novo Testamento os evangelistas são apenas mencionados, são como servidores anônimos que levam o nome de Cristo a todas as nações.
2 - Os pastores e mestres nos parecem ser de uma só categoria. Eram mestres. Em certo sentido tinham a tarefa mais importante em toda a igreja. Não eram itinerantes ou ambulantes, possuíam um cargo fixo e permaneciam desempenhando o serviço numa comunidade determinada. A missão que desempenhavam era tripla. Devemos recordar que na igreja primitiva havia poucos livros ou manuscritos. A imprensa foi inventada 14 séculos depois. Cada livro devia ser escrito a mão. O Novo Testamento devia custar muito caro. Isso significa que a mensagem de Cristo tinha que ser transmitida oralmente. Durante muito tempo fez-se assim ate chegar à imprensa. Os mestres tinham a responsabilidade tremenda de serem os depositários dos relatos dos evangelhos. Sua missão consistia em conhecer e transmitir o relato da vida de Jesus. Devemos a eles o fato de que a história de Jesus se perpetuou no seio da Igreja.
- As pessoas que ingressavam na igreja, vinham provenientes do paganismo, não sabiam exatamente nada sobre cristianismo, apenas que Jesus havia se tornado o dono de seu coração. Por essa razão os mestres ensinavam e explicavam a fé cristã e doutrinavam os novos convertidos.
- Estes mestres eram também pastores. Naquela época a Igreja cristã era como uma pequena ilha rodeada de um oceano de paganismo. Os que abraçavam a fé cristã haviam apenas se afastado do paganismo, mas continuavam abertos as influências más. O perigo de recaída era constante. A tarefa do pastor consistia em apascentar o rebanho e guardá-lo em segurança na fé alicerçada na Palavra de Deus. A figura do pastor esta estampada no Novo Testamento. O pastor era o que cuidava das ovelhas e as conduzia a lugares seguros, buscava as ovelhas desgarradas para levá-las de volta ao redil, as defendia contra o inimigo e caso necessário, daria sua vida para salvá-las. O Pastor do rebanho de Deus e o homem que leva em seu coração o peso de amar e cuidar do povo de Deus, que também o alimenta com a verdade, que os defende sem temer se ferir mortalmente durante a luta, e não se trata precisamente de um cargo oficial, e um dever que pesa sobre os ombros de todo cristão. Cada cristão deve ser o pastor de seus irmãos. Jesus é nosso bom Pastor, que deu sua vida pelas suas ovelhas (Jo: 10). Ele e nosso modelo, Nosso Salvador e irmão mais velho. Ele e nosso Supremo Pastor. Sirva-o com seus dons e talentos no corpo de Cristo.

Pr. Djard Cadais de Moraes
Publicado no Boletim 670 de 22/Nov/2009

 

 
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