BOLETIM 675

EMANUEL: UM FILHO SE NOS DEU!

Mais um ano terminou e, de novo, por todos os lados vemos iniciar um clima festivo. “É natal! É ano novo! É alegria que se mistura com tristeza!”
Durante o ano, muitos brigam, ficam estressados, tratam mal as pessoas mais próximas... Etc. Outros em menor número, cuidam em pacificar, ajudar pessoas desvalidas, servir melhor a Deus... Etc. Porém nesta época, chamada natal, parece que todas são tocadas. Até os mais duros de coração dão e recebem presentes. Famílias se juntam para comer e beber ao lado uns dos outros. Sente-se um clima de trégua, de paz! Mas logo chega o dia 26 de dezembro e tudo passou. O mesmo ritmo retorna ao seu lugar e descobre-se que tudo não passou de apenas um clima - veio e se foi - deixando, em alguns casos somente a lembrança. Isto não é natal!!! O verdadeiro sentido do Natal é que Jesus, o Filho de Deus, tornou-se Filho do homem entre nós. Este sim é o maior motivo de alegria sobre a terra: o nascimento do Messias, revelando os maravilhosos atributos da Pessoa de Cristo e o estabelecimento do seu reino de justiça. Foi assim que o profeta Isaías movido pelo Espírito de Deus comunicou o incondicional amor de Deus pelos perdidos dizendo: “Um filho, Emanuel, ser-nos-á dado”. O profeta estava falando do grande libertador que o próprio Deus nos daria. Hoje, já não é apenas uma profecia, mas a realização continuada da colheita dos frutos, em decorrência do penoso trabalho do Cordeiro de Deus, que já entregou a sua vida em uma cruz.
O nome do Messias apresenta-se em quatro partes, ou numa série de títulos de honra que descrevem o seu caráter como Príncipe, e as características do seu governo.
Maravilhoso Conselheiro! É geralmente reconhecido como um nome ou título, e não como dois atributos. Ele governa com sabedoria infalível e guia o Seu povo no caminho reto, e não faz escolhas falsas e prejudiciais aos seus servos.
Deus Forte! Como Deus poderoso, ele reina sobre o seu povo, não com armas de guerras, mas com o conselho de sua presença divina.
Como Pai da Eternidade, ele orienta as nações com amor paterno, cuidando dos seus escolhidos como verdadeiros filhos. Significa então, que o Ungido do Senhor sempre governa como um pai, em meio a sua amada família.
Como Príncipe da Paz, a sua administração é pacífica, e cheia de paz e bem estar espiritual aos Seus liderados. Trará bênçãos de paz e prosperidade a todos os seus (Mq 5:4,5; Zc 9:10).
Assim, a visão profética foi cumprida na Pessoa de Jesus Cristo, muito além da esperança do profeta Isaías. Vejamos aqui algumas razões para nós crermos que o Verbo se tornou homem entre nós.
1. Uma virgem deu à luz. Um anjo disse a Maria que ela daria a luz um filho por meio do Espírito Santo. Essa criança, que se chamaria Jesus, era o filho de Deus (Lc 1:26-35). Mas como podemos sabê-lo? A resposta está no que segue: se não houvesse testemunhas e evidências, poderíamos ignorar as reivindicações de Maria. Se a vida de seu filho fosse igual à de qualquer outro, sua historia de reivindicação de um nascimento virginal seria muito fácil de ignorar.
2. Anjos anunciaram o nascimento. Um anjo anunciou o nascimento do Messias a pastores judeus (Lc 2:8-14). “Mas o anjo lhe disse: Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontraram o bebê envolto em panos, deitado numa manjedoura”. (v.10,12)
3. Jesus reivindicou ser igual a Deus. Jesus reivindicou repetidas vezes, que era um só com Deus. Ele disse: “eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou! (Jo 8:58). “Eu e o Pai somos um”. (Jo 10:30).
4. Os milagres de Jesus fundamentaram suas reivindicações. Os milagres de Jesus foram sinais e maravilhas para encorajar homens e mulheres a crer Nele. O apóstolo João escreve: “Jesus realizou na presença de seus discípulos muitos sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo o Filho de Deus, e , crendo, tenham vida em seu Nome”. (Jo 20:30,31)
5. Sua partida foi maior que sua chegada. Somente um homem esteve disposto a morrer pelos pecados de outros. Somente um ressuscitou dos mortos para provar que é o Filho de Deus. Depois que Jesus deu voluntariamente sua vida, ele apareceu a seus amigos íntimos e a mais de quinhentos outros seguidores por um período de quarenta dias. (I Co 15:8). As testemunhas oculares ficaram tão convencidas da sua ressurreição que estavam dispostos a sofrer e morrer pelas suas convicções.
E quanto a nós, estamos mesmos dispostos a entregar tudo pela causa do Senhor? O que ainda falta em sua convicção pessoal acerca de viver em Cristo? Reflita seriamente e não viva apenas um clima passageiro!
Que o Senhor continue abençoando você e sua família.

Pr. José Nery Teixeira
Publicado no Boletim 675 de 27/Dez/2009

 

 
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