Nossa idéia sobre o Espírito Santo é muito pobre. Ele não é uma força impessoal, para muitos de nós mais força fraca do que pessoal. No credo afirmamos: “Creio no Espírito Santo...” mas nós não temos procurado conhecê-lo como Deus. Jesus o chamou de “outro Consolador”. ( A palavra traduzida por Consolador, - Parakletos em grego é: ”alguém chamado para estar do lado, para ajudar; alguém que pleitea a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado, intercessor, ajudador, amparador, que presta socorro; do Santo Espírito, que conduz a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, dando força divina necessária para capacitar a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino”. Strong. Segundo a revelação de Jesus em João 16 o Espírito Santo veio numa situação de extrema ameaça para os discípulos e veio não apenas para consolá-los, mas para enfrentar o mundo, convencendo-o: do pecado, da justiça, e do juízo (v 8). Note que ele veio para convencer (sentenciar, com implicação de vergonha em relação à pessoa sentenciada, por meio de evidências condenatórias, trazer à luz, expor; repreender severamente, reprovar; exigir prestação de contas, exigir uma explicação. Strong) não se trata de um convencimento associado a uma conversa branda, mas um confronto sério e grave de tudo quanto há de errado na vida das pessoas do mundo. E ele não veio para conversas de negociação, mas para uma comunicação irrefutável. Veio também para revelar o que os discípulos não estavam prontos para receber de Jesus. Vamos ao texto. Do pecado, porque não crêem em mim. Todos temos nossa relação de pecados, os que aceitamos e reprovamos nos outros. Mas o Senhor Jesus disse que o pecado é não crer nele. No final do ministério de Jesus dirigido ao povo, (Jo 12: 37-50) há uma descrição do que aconteceu e a explicação do porque de muitos não acreditarem nele. Eles estavam duros de coração. E a palavra, se não recebida com desejo de transformação causará o efeito contrário, de endurecimento. O povo que deveria receber e crer rejeitou, e outros receberam e frutificaram, (Mt 8:10-12; 15:28). E ainda de acordo com João, autoridades creram, mas não o confessaram com medo e porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. Da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais. Justiça é a palavra da moda entre nós. Falta justiça no Brasil. Mas aqui não se trata da justiça que queremos ver fora de nós. Quando João se recusava a batizar Jesus, este lhe respondeu: “nos convém cumprir toda a justiça”. Mt 3:15. Toda a justiça é: o justo ser batizado, identificando-se com os pecadores, assimilar e pagar todos os nossos pecados morrendo na cruz, unindo-se a nós na morte, ressurreição e glorificação. É dessa posição glorificada que ele oferece a justiça para aquele que crê. (Rm 3:21-28; Rm 4:5; 10:4) Ir para o Pai e não ser mais visto por nós, é sua posição exaltada, de onde ele enviou o Espírito, seu Espírito. E quem o recebe, recebe sua justiça, fica justiicado. Do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Em nossa luta espiritual, parece que não tomamos conhecimento disso. A expressão “principe deste mundo” em João revela que ele seria expulso, não tinha nada em Jesus, e já está julgado. Jo 12:31; 14:30; 16:8-11. Há muitos hoje buscando Satanás, o príncipe deste mundo, e outros estão com medo dele. Ele ainda está vivo e ativo, mas já foi julgado e expulso. Só o Espírito da verdade pode nos conceder o entendimento da vitória de Cristo sobre Satanás, que é nossa também. (Is 49:24-25; Lc 10:18; Hb 2:14-15; Ap 12:9; 20:2,3,10) Temos um inimigo, mas já foi vencido. Mas não terminou aqui... O Espírito também guia na verdade e anuncia (anunciou nas Escrituras) o futuro. Vs 12-14. Todos nós gostaríamos de ser bem instruídos. E foi exatamente para isso que o Espírito Santo veio: 1Co2:9-10, 12. É por causa da presença do Espírito que João diz que temos unção, conhecimento, e não temos necessidade de que alguém nos ensine.
1Jo 2:20 e 27; Jr 31:34.
Você conseguiria viver sem o Espírito Santo?
Pr. João Chrysostomo Junior Publicado no Boletim 678 de 17/Jan/2010