BOLETIM 691

A PERDA, A PROCURA, A ALEGRIA DE ENCONTRAR E A FESTA!

Os interessados atentos: pessoas de má fama entre os religiosos. Como Jesus atraía e atrai pecadores. As pessoas têm sede, andam tortas querendo acertar e entortam mais, mais continuam tentando. Achar um caminho, a felicidade, banir a dor, a tristeza, a depressão. E haja caminho torto. Quando encontra Jesus, vem o alívio, o perdão, a alegria.
Os observadores críticos. Religiosos de boa fama, boa conduta, e reputação. Mente pronta para analisar, inquirir, julgar. Olham os interessados atentos, e vendo a atenção que Jesus lhes dá e como os aceita, expressam baixinho a sua rejeição ao Senhor. A história se repete por séculos. Jesus lhes dá três exemplos. Três tipos de pessoas perdidas. Representadas pela ovelha, pela dracma, e pelo filho que deixou a casa, se arrebentou no mundo e voltou sem nada. Examinemos a parábola da dracma, em Lucas. Observação. Um dos princípios básicos de interpretação de parábolas é verificar o princípio que ela quer ensinar, mas vou me arriscar a ir além. A ovelha perdida estava fora e longe do rebanho, o filho pródigo foi para longe da casa, mas a dracma está perdida dentro da casa. O ensino central é o de que há alegria no céu por um pecador arrependido, mas há mais para ver.
A perda. Para os outros pode ser pouco, mas não para a dona. O valor seria hoje o de um dia de salário mínimo (que pode variar de acordo com o país e região). Mas o importante é que a dona da casa procurou até encontrar. No caso, o Dono da casa, o Senhor valorizou cada um. Ele ainda tem muitos filhos já comprados para “reunir em um só corpo” (Jo 11:52). E o corpo não estará completo se faltar um. O Senhor não quer, não pode e não vai deixar perdido nenhum dos que o Pai lhe deu! (Jo 17:12 e 18:9)
A procura (luz, vassoura e busca diligente). É noite, ela precisa acender a candeia. Luz no escuro da casa. Também é noite no nosso tempo somos chamados nesse tempo em que vai “alta a noite” para deixarmos “as obras das trevas” e revestirmo-nos “das armas da luz” (Rm 13:12-14). A casa precisa ser varrida para achar a moeda. O pó é quase invisível, mas acumulado esconde muita coisa. Nossa vida, nossa casa, nossa igreja e comunidade precisam de limpeza para que o perdido seja encontrado (Sl 24:4, 51:7).
A alegria de encontrar e a festa. Para nós que estamos longe, achar R$ 17,00 pode não significar muito. Mas para essa senhora foi muita alegria, compartilhada com amigas e vizinhas. Mas a alegria dela não se compara à celestial. A alegria de Deus e dos anjos. Lembre de quem Deus valoriza: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus”. (1Co 1:26-29). Deus se alegra nos seus filhos e com seus filhos. (Hb 2:12-13), mas a volta de um ou encontrar um perdido na casa escura que ganhou luz, e suja, que foi limpa, gera uma alegria nos anjos, não aqueles de desenhos, mas nos guerreiros celestiais, que vibraram com o nascimento de Jesus (Lc 2:13-14), e vibram com o encontro do pecador com Deus (Lc 15:7,10). Para ilustrar a festa celestial, Jesus falou da festa que o pai do filho (chamado pródigo) preparou para ele. Churrasco, música e danças. Você tem contribuído para essa alegria celestial?

Pr. João Chrysostomo Junior
Publicado no Boletim 691 de 18/Abrr/2010