Vamos primeiro relembrar a história do filho mais moço. Ela é a minha e a tua história. Foi Jesus quem a contou em Lucas 15:11-32.
Todo jovem, homem ou mulher tem um forte desejo de experimentar o mundo, ter mais independência e menos autoridade sobre si, sua carne é sua inimiga.
Eles não pensam a médio e a longo prazo, eles vivem o momento, a paixão, o prazer, parece que a festa nunca vai acabar, mas, o dinheiro acaba, a festa acaba, os "amigos" vão embora e aí vem a depressão e a angústia na alma.
Parece que alguns precisam passar por isso, conhecer as angustias da carne, a solidão, os efeitos dos vícios para então depois amadurecer, valorizar a família e tomar um caminho para Deus.
Após a "festa", vem a dura realidade:
a) Preciso trabalhar para obter o meu sustento. E as vezes o trabalho é duro, sujo e humilhante (v. 14-16).
b) A saudade da "casa do pai" (v.17).
c) Vem o arrependimento, o famoso "cair na real". Aqui começa um caminho novo. Bem-aventurados os que, caindo em si, dizem: Errei, pequei contra Deus e contra meu pai (v.17-19).
A misericórdia do Pai (v.20-24). O arrependimento é fruto da bondade de Deus para conosco conforme II Co 7:9-10: "agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.".
Onde você está? Ainda está na ilha da fantasia, na terra do encantamento ou já caiu na real?
Muitos têm sido levados pelo "canto da sereia", marcados pela vida, humilhados pelos seus próprios pecados, mas quando se arrependem e se voltam para Deus são lavados pelo lavar regenerador e santificador do Espírito Santo e selados por este Espírito para pertencer a Deus, e se cumpre a palavra: "onde abundou o pecado, super abundou a graça" (Rm 5:20b).
A síndrome do irmão mais velho. O público das parábolas em Lucas 15 era os dois extremo da sociedade, de um lado os publicanos (cobradores de impostos a serviço de Roma) e os pecadores, e de outro lado os religiosos fariseus e escribas. A parábola do filho pródigo, tem tudo a ver com eles.
Jesus ilustra a atitude dos fariseus e escribas na figura do irmão mais velho:
1. Fica indignado pela festa de retorno do seu irmão. Aquele irmão envergonhou a família na comunidade, desperdiçou os bens do pai, aumentou o trabalho do irmão, mas onde fica o perdão, a conciliação e a alegria de ver o irmão de volta?
2. Era um filho trabalhador, obediente e disciplinado. Enquanto os outros estavam na festa, ele estava no campo trabalhando (v.25). Ele mesmo disse ao pai: "Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua". Ele era muito rigoroso consigo mesmo e para com os outros. Era um legalista como os fariseus e escribas que sempre murmuravam de ver Jesus entre publicanos e pecadores.
3. Não conhecia o coração do Pai e não amava o seu irmão. "Vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado". A expressão "esse teu filho", mostra sua dureza de coração em relação ao seu irmão.
Quem tem filhos conhece melhor o coração do Pai celestial. Não há nada que faça mais um pai ou mãe sofrer do que ver seu filho andando em caminhos tortuosos. Não há maior alegria do que ver um filho retornando ao caminho de Deus.
Qual é a sua atitude quando encontra um irmão que deixou os caminhos de Deus? Quando começa a retornar para os cultos?
4. Não desfrutava do privilégio de ser filho. "Nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos" (v.29). Ele revelou um certo ressentimento para com o pai: "nunca me deste um cabrito sequer".. A festa pro seu irmão, revelou seus sentimentos em relação ao pai. Ele estava tão indignado com sua família, que não queria nem entrar em casa (v.28).
Como você se sente quando o outro é honrado? Inveja ou alegria? O que você pensa de seu pai celestial?
5. Precisava conhecer melhor a graça perdoadora do Pai. Essa parábola pode ser chamada a parábola do Pai amoroso. Em todas as três parábolas terminam com festa, alegria na terra e no céu. É a graça em ação. E o ministério de Jesus se cumprindo: "O Filho do homem veio buscar e salvar o perdido". O pai se explicando ao filho legalista lhe dizendo: "Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado." (Lc 15:32)
Muitas pessoas do Musical estão esperando alguém buscá-las. Quem irá?
Que o Senhor nos ajude!