Introdução
Nossa
história com Grupos Familiares
1980 - Primeira tentativa
1986 - Segunda tentativa
1993 - Visita a Coréia - 14 dias
1995 - Visita a Santarém - Igreja da Paz
- Implantamos os grupos
1996/97/98 - Visitei Santarém, observando e estudando sobre os
grupos familiares
1996 - Após 14 meses com 5 grupos experimentais, convidamos a
igreja a participar
1999 - Conhecemos o M.I.C. (Ministério Igreja em Células)
- Participei de 4 módulos
Hoje (Fev/2006) temos mais de 400 grupos, 310 na Central e 100 nas Congregações.
90% dos membros estão nos grupos.
Meu envolvimento com Grupos Familiares - 11 anos
Minha esposa - líder de um dos primeiros grupos, multiplicou
5 vezes e hoje já são mais de 20 grupos. Lidera 66 grupos.
Em minha casa funcionam dois grupos e acontecem muitas reuniões
com a liderança.
O Seminário será apenas uma introdução
ao assunto.
.
1.
Como implantamos os grupos:
a)
Estudamos o assunto com cinco casais num fim de semana;
b) Começamos cinco grupos experimentais;
c) Reunimos a liderança uma vez por mês e eu visitava
os grupos
d) Treinamos líderes e começamos novos grupos, as primeiras
multiplicações
e) Estabelecemos a estrutura de liderança, o trilho de treinamento,
os materiais, relatórios etc.
.
2.
Resultados (após 11 anos) - Três cultos no domingo e
três horários de Escola Bíblica
a)
Cresceu a comunhão, o cuidado mútuo, melhorou o pastoreio,
surgiram novos líderes (1.200 pessoas em liderança);
b) Os novos convertidos estão mais assistidos;
c) Criou-se uma cultura de evangelização por relacionamentos;
d) A igreja cresce duas vezes mais de 6% para 12%, 15% ao ano;
e) Maior compromisso com o discipulado;
f) Crescimento financeiro.
g) Precisamos construir novo templo bem maior.
3.
Há dois tipos de reações dos pastores aos grupos
familiares ou células no Brasil:
a)
Os que não querem nem ouvir falar no assunto por causa de vários
motivos:
·
Porque dividiu igrejas
· Porque tem receio de mudanças
· Porque G.F. dá muito trabalho
· Por causa de tradições: "Nós
sempre fazemos assim"
· Por respeito denominacional
· Por razões eclesiológicas
b)
Os que estão estudando ou já estão implantando:
·
Alguns já estão convencidos que esta é a resposta
de Deus para seu ministério.
· Outros estão desesperados com a situação
da igreja e querem algo ovo.
· Outros querem um crescimento mais rápido para a
sua igreja.
· Alguns estão preocupados em conter a saída
de membros para outas igrejas.
Algumas
questões dos que não concordam por razões eclesiológicas:
·
Não creio que devemos entregar aos "leigos" a tarefa
de "pastorear" ou "liderar" o rebanho. Ef 4.11-12;
I Pe 2.4-5, 9
- Moisés tinha 70 auxiliares principais.
- Jesus treinou 12 homens
- Paulo tinha 35 cooperadores
· Os Grupos Familiares não dividem a igreja.
"Deixa meu povo ir" (Paul Y. Choo)
- Experiência da Etiópia (.....)
Há
alguns modelos que estão influenciando a liderança evangélica
hoje no Brasil
1)
Rede Ministerial - "A pessoa certa no lugar certo pelas razões
certas". (Bill ibbs)
Alvo - transformar o pecador num seguidor de Cristo
O Ministérios são a base principal da igreja e os
pequenos grupos são para o apoio e mutualidade.
Cada pessoa é encorajada a descobrir seus dons e usá-los
no corpo de Cristo.
2) Igreja com propósito (Rich Warren)
Alvo - transformar o pecador em um crente comprometido
· Culto para os sem igreja
· Ministérios
· Grupos pequenos
Os grupos pequenos são para apoio e os ministérios
para o serviços
3)
MAPI (David Kornifild - SEPAL) - Ministério de Apoio para
Pastores e Igrejas
Pastor saudável, igreja saudável, sociedade saudável
A visão do MAPI está baseada em 7 estruturas.
1. Pastoreio de Pastores
2. Equipe pastoral (leiga)
3. Equipe de Ministério
4. Grupo de Discipulado
5. Grupos Familiares (Igrejas em mimiaturas)
6. Ministérios de Restauração
7. Celebrações participativas e transformadoras
No passado houve forte ênfase em "evangelismo explosivo"
- (James Kennedy)
4) Grupos Familiares (Células)
Década de 70 e 80. Coréia do Sul. P.Y.Choo
Na década de 80 e 90 muitos tentaram implantar no Brasil,
mas poucos conseguiram.
As Comunidades Evangélicas tiveram relativo sucesso. O Grupo
Familiar foi a base do crescimento em Goiânia, Porto Alegre,
Rio de Janeiro nas comunidades.
Na virada do milênio surgiram dois novos modelos de Grupos
Familiares (Células).
1º
Modelo - Ralph Neighbour Jr 5x5 - Touch Center (Semelhante ao modelo
do P.Y.Choo)
Proposta:
Fazer transição de uma igreja de programas, onde 20%
sustenta os programas, contribuem, etc, para um novo medelo onde 20%
são treinados para ministrar e liderar os 80%.
A base da igreja são os Grupos Familiares.
A
igreja precisa "voar" com duas asas: Asa Comunitária
e Asa Corporativa.
A
Asa Comunitária são os grupos, com sua ênfase
em discipulado, prestação de contas, liderança
e evangelismo.
Tudo é feito através dos grupos: evangelismo, discipulado
dos novos e pastoreio.
O Sistema é baseado em Êxodo 18. 13-26; V.25-26.
Os grupos podem ser de gerações integradas "todas
as faixas etárias", jovens, adolescentes e crianças.
Homogêneos e Heterogêneo.
Podem ser liderados tanto por homens como por mulheres.
A
Asa Corporativa tem cinco sistemas (o que toda igreja já
está fazendo)
1. Expansão (missões, plantação de igrejas,
etc)
2. Sistema de Apoio (treinamentos e ministérios)
3. Sistema integral de igreja (culto, ensino)
4. Sistema de coordenação (logística, administração,
comunicação)
5. Evangelismo corporativo
As
duas asas fazem a igreja crescer muito mais rápido.
A Asa Comunitária trabalha em cooperação com
a Asa Corporativa e vice-versa.
Os programas são apoiados pelos grupos e fortalecem os grupos.
Os grupos se mobilizam para os eventos evangelísticos e depois
assumem o discipulado dos novos convertidos.
O treinamento dos líderes (Auxiliares) e Supervisores é
feito pelo pastor da igreja e pelos Coordenadores.
Os ministérios apóiam os Grupos Familiares (REVER,
Casais, EBD, etc).
Cada membro da igreja deve estar no grupo para praticar a mutualidade,
evangelismo, discipulado, prestação de contas e pode
estar em um ministério para servir (louvor, ensino, teatro,
jovens, adolescentes, mulheres, homens, etc).
A E.B.D. é só para as crianças e adolescentes,
os outros se alimentam no grupo e nos cultos.
O alvo é: "Cada casa uma igreja, cada membro
um ministro".
A Ênfase é: O Sacerdócio Universal de
todos os crentes.
Tempo
necessário para se fazer a transição de uma igreja
baseada em programa para sua igreja em Grupos Familiares:
3 a 7 anos (depende do tamanho da igreja).
O Treinamento para os pastores e seus líderes é feito
em 4 Módulos de fim de semana (5ª à noite a domingo
à tarde).
A oração é o que faz funcionar as duas asas e
dá segurança a igreja.
O pastor deve discernir se a igreja está preparada para ser
uma igreja em grupos familiares ou com grupos familiares.
2º Modelo - César Castelhanos (Bogotá) - M.C.I.
- Governo dos 12 ou G12
É
um sistema que afirma que o modelo de Jesus (12 discípulos)
deve ser seguido por cada pessoa da igreja, onde cada um deve ser
um líder, ter seus 12 e cada um dos 12 lidera uma célula,
com vista a ter seus 12 discípulos.
O líder dos 12 é ao mesmo tempo líder de 12 pessoas
e supervisor de 12 células.
O modelo chegou no Brasil como "a visão de Deus",
e criou muitas polêmicas, conflitos, divisões em igrejas.
A ênfase é que toda pessoa é um líder.
O sistema está baseado em 4 pontos: Ganhar, Consolidar, Treinar
e Enviar.
O
"Modelo da IPM"
É o modelo do Ralph Neighbour com algumas adaptações:
1-
Conservamos a E.B.D. procurando melhorá-la, transformando-a
em uma Escola de Treinamento com classes e cursos. Até adolescentes
não fizemos nenhuma mudança.
Todos os novos convertidos precisam passar um ano na classe de integração
(catecúmenos), depois podem começar a fazer cursos
(Discipulador, Auxiliar de Grupo Familiar, Antigo Testamento, Novo
Testamento, etc).
Os membros mais antigos também podem escolher alguns cursos
conforme sua necessidade: Doutrina, Antigo Testamento, etc).
Os Líderes e Supervisores e Coordenadores de Grupos podem
se matricular em cursos específicos como: Aconselhamento
Cristão por exemplo.
É oferecido a estes líderes outras opções
nas noites de 2ª e 3ª-feiras: História de Igreja,
Liderança, Antigo Testamento, Novo Testamento, etc. Os cursos
à noite são específicos para os líderes
e se exigem muito mais deles.
2-
A igreja funciona como qualquer outra igreja presbiteriana, com
seu Conselho, Junta Diaconal, Missões, etc.
3-
Os Sacramentos (batismos e Ceia do Senhor) são realizados
pelos pastores exclusivamente, durante os cultos.
4-
Os dízimos são recolhidos na igreja e não nos
grupos.
5-
A liderança dos Grupos Familiares está estruturada
no seguinte modelo:
Pastor
Efetivo
Coordenador de Região
Coordenador de Distrito
Coordenador de Área
Coordenador de Grupo
Supervisor
Líder de Grupo Familiar
Auxiliar de Grupo Familiar
Hospedeiro fixo do Grupo
Para crescer todos os modelos tem sua base na expansão da
liderança
6-
Como funciona nossa estrutura.
· Pastor reúne uma ou duas vezes por mês com
coordenadores de área e uma vez com os coordenadores de área
e coordenadores de grupos.
· Coordenadores de área reúne uma vez por mês
com os coordenadores de grupos e supervisores.
· Coordenadores de grupo reúne uma vez por mês
com supervisores.
· Supervisores reúne uma vez por mês com os
líderes dos grupos.
· Os líderes estão semanalmente com os auxiliares.
4.
O que é um Grupo Familiar
a) O que não é um Grupo Familiar;
Não é um grupo de oração, de discipulado,
de pregação, evangelismo, não é um culto.
Tudo isto faz parte do Grupo Familiar. NÃO É G-12.
Os encontros são informais e tudo acontece com ordem mais sem
rigidez, priorizando a comunhão, o relacionamento, os mais
novos e o objetivo é crescer e multiplicar;
b) O que é um Grupo Familiar - É um grupo de 6 a 15
pessoas, 6 com ou sem crianças, que se comprometem a reunir
semanalmente, cuidar uns dos outros e evangelizar os amigos. A reunião
do grupo está baseada em 4 Es.
5.
Grupos Familiares e a Bíblia. É bíblico? Gl 1.2,22.
Eklesia (Geralmente plural)
a) A igreja primitiva nasceu num lar. Atos 1.1
b) Se reunia regularmente no pátio do templo e de casa em casa.
Atos 2.46-47;
c) Pregavam e ensinavam de casa em.....Atos 5.42;
d) A casa de Cornélio abriu a porta gentios. Atos 10;
e) A igreja se reunia na casa de Maria. Atos 12.9-17; 16.40; 20.7-12;
20.20; Paulo pregou e ensinou...; Rm 16.3-5; 14,15,23 - 4 igrejas
nas casas; I Co 16.19 Igreja na casa de Áquila e Priscila -
Cl 4.15; casa de Ninfa Fp 1.2; casa de Filemon.
6.
Por que trabalhar com Grupos Familiares?
a) É parte do plano original de Deus. Atos 2.41-47;
b) Para edificar a igreja na mutualidade (no uns aos outros);
c) Facilita o uso dos dons espirituais;
d) Cria um clima de confiança e atrai pessoas de todo tipo,
os desconfiados, os que carecem de amor, amizade, os que sofrem solidão,
....É cura para sociedade. A depressão é a doença
moderna. Quanto maior a cidade mais neuroses, mais solitárias
são as pessoas;
e) Facilita o Pastoreio, a Mobilização, Treinamento
de Líderes, a Evangelização e o Discipulado;
f) Facilita surgimento de vocações para o ministério
pastoral;
g) Facilita a plantação de novas igrejas. A situação
da IPB: existem 800 pastores mais do que igrejas no Brasil.
7.
Vantagens da Estrutura de Grupos Familiares
1. É flexível - local, horário, programa
2. Tem mobilidade - em qualquer lugar
3. É inclusivo - atrai pessoas de todos os tipos
4. É pessoal - - cria relacionamentos
5. Pode crescer por multiplicação
6. É um meio eficaz de evangelização
7. É um meio eficaz para o Discipulado
8. Facilita o surgimento de novos líderes
9. Requer um mínimo de pessoas assalariadas
10. É adaptável a igreja institucional
11. É de pequenos custo operacional
8. Grupo Familiar e a Estrutura da Igreja Presbiteriana
do Brasil
a)Não fere o Governo, a Doutrina, a Liturgia da IPB.
b)Fortalece a relação do pastor com os líderes
(Presbíteros, Diáconos) e destes com o povo e evita
a grande rotatividade de pastores, o que impede a igreja de crescer.
c)Não destrói as organizações internas,
apenas propõe mudanças e oferece fortalecimento: UMP,
UPA, SAF, EBD.
9. Quais os problemas de muitas de nossas igrejas?
a)Gastam dinheiro, tempo em manutenção de programas,
calendários, eventos, mas não tem um propósito.
(Eventos x Processo)
b)A agenda de muitas igrejas não expressa a agenda de Jesus.
(Mt 28:18-20).
c)Se a igreja que não é evangelística deixa de
ser evangélica. A igreja é expansionista por natureza.
At 1.8;
d)Impessoalização, ausência do discipulado dos
novos. Muitos se perdem. A porta dos fundos é muito grande.
Nossas igrejas chegam a um ponto e param ou diminuem.
e)Institucionalismo: (Movimento x Instituição).
f)Comunhão superficial, pastoreio deficiente, poucos líderes
leigos, pequeno crescimento e o pastor está cansado de fazer
tudo.
10. Grupo Familiar não G-12
a)Grupo Familiar são a base da igreja no N.T.
b)Modernamente começou na Coréia em 1938 - na Igreja
Presbiteriana. Depois na década de 60. Paul Young Choo, desenvolveu
um modelo próprio.
Ralph Neighbor - sistematizou. Usou como base da igreja e o popularizou
no mundo.
G-12 é um sistema de Governo....
c)Chegou no Brasil como religião de revelação,
com doutrinas e práticas confusas e heréticas (maldição
hereditária, confissão positiva,...apóstolos)
11. Como implantar os Grupos Familiares
a)O pastor titular precisa ler, estudar e orar para estar convicto
sobre o assunto;
b)Visitar uma igreja que funciona G.F.
c)Participar dos módulos do MIC; (Ministério Igreja
em Células - Curitiba)
d)Pregar na igreja sobre Comunhão, Oração, Evangelismo
por Amizade, Discipulado. Ef 4.11-12; I Pe 4.10; e não sobre
grupos familiares
e)Compartilhar suas conclusões com seus principais líderes;
f)Começar um grupo experimental intensivo
g)Estudar com os líderes da igreja o Intensivo de Reciclagem
h)Envolver sua esposa e seus melhores líderes
i)Comece a fazer um diagnóstico/avaliação da
igreja; (leia o livro Desenvolvimento Natural da Igreja de Christian
A. Schwarz)
12. Como fazer a transição nos departamentos
internos?
a)Envolver casais e jovens no grupo experimental;
b)Conversar muito com eles sobre as necessidades de melhor dinâmica
na igreja.
c)Exercitar paciência numa possível resistência
de alguns líderes - eles tem medo de tudo que é novo.
Alguns não querem perder seu reinozinho dentro da igreja;
d)Fofocas maldosas - pastor vai acabar com a EBD, SAF, UMP,etc.
13 . Os inimigos do Grupo Familiar
a)Clericalismo
b)Tradicionalismo. "Nós sempre fizemos assim"
c)Templocentrismo; A igreja é o templo, o templo é a
igreja
d)Medo de perder o controle, de errar. Só erra quem tenta algo
novo;
e)Pequenos reinados
14. O que não fazer?
a)Não volte para a igreja e comece a mudar tudo;
b)Não comece grupos familiares logo;
c)Não critique a igreja, nós chegamos até aqui
como ela é;
15. Situações em que não
convém começar Grupo Familiar:
1.A igreja está atravessando uma crise, está doente;
2. O pastor está a pouco tempo na igreja;
3. A igreja está sem pastor;
4. O pastor está saindo para fazer um curso e vai se ausentar
da igreja por meses;
5. Quando a igreja está fazendo transição para
Rede Ministerial ou outro modelo;
6. O Conselho está dividido sobre o assunto.
Conclusões
Precisamos de uma reforma eclesiológica.
Lutero e Calvino e outros foram usado por Deus para trazer a igreja
de volta as Escrituras. A Reforma do séc. XVI foi principalmente
Teológica.
Precisamos repensar nossos departamentos internos (SAF, UPH, etc)
Qual foi o crescimento da IPB na última década?
Estamos na pós-modernidade tentando alcançar o homem
secularizado com os mesmos métodos da década de 50.
Bibliografia:
1- Apostilas dos Módulos do Ministério Igreja em Células
(Curitiba) - Ralph Neighbour Jr
2- Livro - "Vinho Novo em Odres Novos" - Horward Snyder
www.ipmanaus.org
www.celulas.com.br
Informações:
ipm@ipmanaus.org