ESTUDOS PARA
GRUPOS FAMILIARES
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GRUPOS FAMILIARES

 

 O GRUPO PEQUENO COMO ESTRUTURA BÁSICA

 VANTAGENS DA ESTRUTURA DE GRUPOS PEQUENOS

 VISÃO GERAL DE GRUPOS FAMILIARES

 O QUE É GRUPO FAMILIAR?


 O QUE NÃO É GRUPO FAMILIAR?

 POR QUE GRUPOS FAMILIARES NA IGREJA?

 CARACTERÍSTICAS DOS GRUPOS FAMILIARES?

 GRUPOS FAMILIARES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O GRUPO PEQUENO COMO ESTRUTURA BÁSICA

Um grupo pequeno de oito a doze pessoas que se reúne informalmente nas casas é a estrutura mais eficaz para a comunicação do evangelho em nossa sociedade high-tech. Esses grupos são mais adequados para a missão da igreja num mundo urbano do que os cultos tradicionais, os programas institucionais da igreja ou os meios de comunicação de massa. Do ponto de vista metodológico, o grupo pequeno oferece a maior esperança para a descoberta e uso dos dons espirituais e para a renovação na igreja e na sociedade.
O grupo pequeno foi a unidade básica da igreja durante seus dois primeiros séculos. Não havia templos, os cristãos encontravam-se quase que exclusivamente em casas particulares. Na realidade, a existência de grupos pequenos de um ou outro tipo parece ser um elemento comum a todos os movimentos significativos do Espírito através da história da igreja. O pietismo primitivo tinha os collegia pietatis - reuniões domésticas para oração, estudo bíblico e discussão.
O grupo pequeno foi um elemento básico do reavivamento wesleyano na Inglaterra, com a proliferação das "reuniões de classe" de João Wesley. Grupos pequenos foram a base do reavivamento de santidade que varreu os Estados Unidos no final do século dezenove e resultou, em parte, no movimento pentecostal moderno.

Vantagens da Estrutura de Grupos Pequenos

O grupo pequeno oferece diversas vantagens sobre outras formas de igreja:
1. É flexível. Como o grupo é pequeno, é fácil mudar seus procedimentos ou funções para enfrentar situações novas ou para alcançar objetivos diferentes. Por ser informal, não tem muita necessidade de padrões rígidos de operação. É livre para ser flexível quanto ao local, horário, freqüência e duração das reuniões.
2. Tem mobilidade. O grupo pequeno pode se reunir em uma casa, escritório, loja, quase em qualquer lugar.
3. É inclusivo. O grupo pequeno pode demonstrar uma abertura que atraia pessoas de todos os tipos.
4. É pessoal. A comunicação cristã sofre de impessoalidade. Muitas vezes, ela é bem elaborada, muito profissional e, por isso, muito impessoal. Mas num grupo pequeno, pessoas encontram pessoas, e a comunicação se dá no nível pessoal. Essa é a razão pela qual, por mais contraditório que pareça, os grupos pequenos podem realmente alcançar mais pessoas do que os meios de comunicações.
5. Pode crescer por multiplicação. O grupo pequeno sé é eficaz enquanto pequeno, mas pode se reproduzir facilmente. Como células vivas, pode se multiplicar em outras duas, quatro, oito ou mais, dependendo da liderança e vitalidade de cada grupo.
6. Pode ser um meio eficaz de evangelização. A evangelização mais eficaz em um mundo high-tech utilizará grupos pequenos como metodologia básica. O grupo pequeno proporciona o melhor ambiente em que pecadores podem ouvir a voz convincente e atraente do Espírito Santo e ganhar a vida espiritual mediante a fé.
7. Requer um mínimo de líderes profissionais. Muitos membros de igrejas que nunca poderiam dirigir um coral, pregar um sermão, liderar um grupo de jovens ou fazer visitas de casa em casa podem liderar um grupo pequeno.
8. É adaptável à igreja institucional. O grupo pequeno não requer a derrubada da igreja organizada. É possível introduzir grupos pequenos sem se descartar ou abalar a igreja. Porém, se a incorporação dos grupos nos lares e dos grupos-célula ao ministério global da igreja for realizada com sinceridade, alguns ajustes serão necessários e, mais cedo ou mais tarde, haverá discussões sobre propriedades.

Retirado do livro "Vinho Novo Odres Novos" - Howard Snyder

VISÃO GERAL DE GRUPOS FAMILIARES

"O QUE SE ISOLA, BUSCA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES, E INSURGE-SE CONTRA A VERDADEIRA SABEDORIA (Pv 18.1)

INTRODUÇÃO
O crescimento da população mundial e os problemas verificados das grandes concentrações nas áreas urbanas em todo mundo tem trazido como conseqüência um crescente aumento da impessoalização, solidão, competição, falta de amor e de solidariedade ao próximo, estando latente a necessidade de integração e agrupamento das pessoas que almejam ardentemente sair do anonimato a serem identificadas pessoalmente.
Há trinta anos atrás os pais almoçavam e jantavam com os filhos, os vizinhos se conheciam e desenvolviam amizade entre si, a permanência no emprego era significativamente maior, os meios de transporte e comunicação eram mais lentos e demorados, possibilitando relacionamentos mais profundos. Hoje, nós somos identificados por números. Os caixas eletrônicos, os "fast-food", a impessoalidade do computador e da televisão, internet fazem das populações urbanas uma massa carente de companhia. Simplesmente ser alguém especial para outra pessoa. E aí qual o nosso papel como igreja? Apresentarmos a Cristo, nosso melhor amigo, cultivando a singeleza de relacionamento com o próximo, a começar dos mais próximos, no caso, nossa família, vizinhos e até aos confins da terra, se o Senhor assim nos enviar.
Não podemos nos dar o direito de, como igreja, fechar-nos em quatro portas, enquanto o diabo, nosso adversário comemora lá fora seu suposto domínio sobre vidas, que buscam caminho que verdadeiramente não os conduzem a salvação. De lá saímos nós também, do império das trevas, e fomos levados para o reino do seu amor. A pergunta que está no Salmo 116 é para nós ainda hoje: Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Oxalá tenhamos a mesma resposta do salmista: "Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo". (Salmo 116.1)

O QUE É GRUPO FAMILIAR?
É uma reunião em uma residência com objetivo de viver em família, cultivando uma atmosfera gostosa, amigável, descontraída e informal.
1. Deve ser um canal fundamental de uma igreja, no evangelismo, pastoreamento, adoração e no ministério da palavra;
2. É a igreja crescendo dentro de uma visão do Novo Testamento;
3. É a igreja atuando com uma terminologia capaz de atingir o ouvinte, sem espanta-lo ou leva-lo até a idéia de um programa religioso, onde se pode dizer: "Terça-feira teremos Grupo Familiar em casa. Vem participar". Ou, temos um Grupo Familiar em nossa casa e você está convidado".
É mais fácil um amigo ou parente vir em uma reunião em nossa casa do que na igreja.

O QUE NÃO É GRUPO FAMILIAR?
1. Não é um grupo de oração;
2. Não é um grupo de discipulado;
3. Não é um ponto de pregação;
4. Não é um grupo de evangelismo;
5. Não é outro culto da igreja.

Tudo o que está acima mencionado faz parte do Grupo Familiar, mas não exclusivamente. Os encontros são informais e tudo isso acontece sem obedecer a uma liturgia rígida, priorizando a comunhão, o tirar as dúvidas, a possibilidade de todos se conhecerem com profundidade.

"MELHOR E MAIS IMPORTANTE QUE A REUNIÃO É O RELACIONAMENTO".

POR QUE GRUPOS FAMILIARES NA IGREJA?
1. O propósito de Deus na criação foi manter comunhão com a família;
2. A família é a primeira instituição divina na terra e, como tal, a "célula mater" da sociedade;
3. O pecado construiu obstáculo à comunhão da família com Deus;
4. Removendo o pecado no Seu sangue, Jesus Cristo tem formado uma nova família, a família de Deus. Todas as famílias da terra têm a oportunidade de escolher pertencer à família de Deus. (Jô 1.12; Mt 12.46-50);
5. É da vontade de Deus que a sua família:
5.1 Cresça numericamente (se reproduza abundantemente);
5.2 Cresça na comunhão (edificação mútua);
5.3 Cresça no relacionamento fraterno (intimidade e cuidados mútuos);
5.4 Cresça na intimidade com o Pai (o que capacitará a identificar-se com o caráter do Pai e a fazer a Sua Obra);
6. No Novo Testamento as casas e a família receberam uma função nova no Reino de Deus:
6.1 Os discípulos de Jesus foram enviados aos lares das vilas e cidades de Israel:
· Mateus 10.1-5 - A comissão dos doze
· Lucas 10.5-12 - A comissão dos setenta
6.2 Os lares exerceram importância no cristianismo primitivo:
a) A igreja primitiva nasceu num lar - Atos 1.1 a 2.41;
b) A igreja primitiva se reunia habitualmente nos lares:
Atos 2.46-47 - Havia comunhão diária de casa em casa;
Atos 5.42 - Pregavam e ensinavam todos os dias de casa em casa;
Atos 10.1-48 - A casa de Cornélio é usada para abrir a porta de pregação do evangelho aos gentios;
Atos 12.9-17 - A igreja que se reunia na casa de Maria, mãe de João Marcos;
Atos 16.40 - A igreja que se reunia na casa de Lídia em Filipos;
Atos 20.7-12 - A igreja se reunia num cenáculo (sala de jantar) em Troâde;
Atos 20.20 - Paulo afirma ter pregado e ensinado de casa em casa;
Atos 21.8-14 - A casa de Filipe é usada por Paulo;
Atos 28.16,23,24,30,31 - Por dois anos Paulo fez de sua própria casa um local de pregação do evangelho;
Romanos 16.3-5,14,15,23 - Fala-nos de quatro igrejas reunidas em casas;
I Coríntios 16.19 - Repete menção da Igreja reunida na casa de Áquila e Priscila;
Colossenses 4.15 - A Igreja hospedada por Ninfa;
Filemon 1.2 - Uma Igreja na casa de Filemon.

CARACTERÍSTICAS DOS GRUPOS FAMILIARES
1. Evangelização - da qual se ganham discípulos e se estende o Reino de Deus. É um dos lugares de onde sai a força evangelizadora da igreja;
2. Pastoreamento - extensão do ministério pastoral através de líderes qualificados (I Co 4.1,2)
3. Formação e desenvolvimento - da vida dos discípulos sob o cuidado e orientação dos discipuladores;
4. Adequado relacionamento - interação entre os membros do grupo como acontece no funcionamento do corpo humano (junta e ligamento), o viver em unidade;
5. Desenvolvimento - treinamento dos ciscípulos para ocupar funções no ministério (formação de obreiros);
6. Missões - gerar pessoas qualificadas para extensão da obra de Deus.


GRUPOS FAMILIARES

"Cada casa uma igreja, cada crente um ministro".

Há quatro anos o Conselho da Igreja Presbiteriana de Manaus definiu que os Grupos Familiares seriam a prioridade da igreja. Mas como o Conselho chegou a essa conclusão?
Muitos fatores foram levados em consideração:
1. PASTOREIO. É impossível pastorear uma igreja sem pequenos grupos, uma igreja grande facilmente se torna impessoal, muitos membros se tornam "assistentes" de culto, adoecem, enfraquecem sem que a liderança tome conhecimento.
2. INTEGRAÇÃO. A grande necessidade de integrar os novos membros a vida da igreja. Sem pequenos grupos as pessoas mais novas se "perdem" no meio da multidão e nos pequenos grupos logo se integram.
3. COMUNHÃO. Através dos grupos flui naturalmente por causa do encontro semanal, da conversa, do lanche após a reunião, etc. Nós temos necessidade de ter verdadeiras amizades. Isso é algo maravilhoso.
4. TREINAMENTO. O treinamento de nova liderança na igreja. Nesses oitos anos de Grupos Familiares, pelo menos surgiram 750 novos líderes na igreja, isso é só o começo. Este ano planejamos treinar mais 200 novos líderes.
5. EVANGELIZAÇÃO. O pequeno grupo facilita a comunicação do evangelho, porque está provado que evangelização eficaz é fruto de relacionamentos confiáveis, de amizade.
6. ASSISTÊNCIA SOCIAL. É muito fácil saber e suprir um necessidade em um grupo pequeno do que num grupo grande. O plano de Deus é que cuidemos uns dos outros, que sejamos "pastores" uns dos outros, como o apóstolo Paulo ensina "levai as cargas uns dos outros e, assim cumprireis a lei de Cristo. (Cl 6.2)
7. MAIOR OPORTUNIDADE PARA A MANIFESTAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS. A Bíblia nos ensina que cada crente recebeu pelo menos um dom de Deus (I Pe 4.10), que os dons são para edificação do corpo de Cristo. Cada crente sé será amplamente realizado quando estiver usando em plenitude os seus dons espirituais. Em um grupo de dez pessoas todos podem praticar os seus dons com mais naturalidade e sem medo das críticas. Não esqueçamos que Grupos Familiares é como uma família, nós podemos até rir de nossos erros enquanto aprendemos algo.
8. DISCIPULADO. Nós fomos comissionados por Jesus para fazermos discípulos. Todos os fatores acima contribuem para o alvo final que é o discipulado, a maturidade e o crescimento da igreja.

É bom entendermos que Grupos Familiares não é mais um modismo, eles representam um retorno as raízes da igreja: ".....partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor dia a dia os que iam sendo salvos". (Atos 2.46-47)
Não há nada de extraordinário num pequeno grupo que se propõe a ter comunhão, evangelizar, discipular, cuidar uns dos outros, essa é a vida que o Senhor Jesus viveu e ensinou aos discípulos.
Deus quer que os valores acima descritos sejam praticados na igreja e o Grupo Familiar é apenas um instrumento, o valor é a comunhão, evangelismo, discipulado, etc. O grupo é o meio, isso significa que os pequenos grupos são vitais para a saúde e o crescimento da igreja, por isso, dizemos com toda a convicção bíblica "cada crente um ministro, cada casa uma igreja". É a igreja nos lares, é o povo de Deus em ação, levando as boas novas aos perdidos.
Hoje somos aproximadamente 250 grupos (incluindo as congregações), nosso alvo para 2004 é chegar a 500, isso é muito simples, basta que cada grupo multiplique uma vez. Isso é possível. É fácil? Fácil não é, possível sim, porque o Senhor nos mandou fazer discípulos e prometeu que estaria conosco todos os dias. Mt 28.18-20
Vamos orar, trabalhar, contribuir, convidar mais irmãos(as) preciosos ao corpo de Cristo. Neste ano vamos treinar novos auxiliares, discipuladores, supervisores, vamos evangelizar, orar e crê.
Cada pessoa é importante na realização desse ideal. Você já está integrado a um grupo? Procure logo o seu e Deus o abençoe. Ninguém deve ficar de fora.
"2003, um ano de grande colheita em nome de Jesus".

Em Cristo,

Pr. José João M. Mesquita