PROJETO PEDRAS VIVAS


IPPV - Qual é a lembrança que a senhora tem do primeiro templo?

Irmã Lacy - A Igreja Presbiteriana de Manaus é parte da hist6ria da minha vida. Nela fui batizada aos quatro anos, logo após a conversão de minha saudosa mãe Maria Campos Da Silva.
Meu primeiro pastor foi o Rev. Alcides Nogueira que aqui ficou durante dez anos, o qual tomou a minha profissão de fé aos treze anos de idade, juntamente com minha amiga de infância e companheira de oração, Jacobede.
O primeiro templo era bem pequeno, com janelas e portas no estilo gótico com vidros coloridos. A entrada era pela Av. Tarumã, dando para uma praça que havia em frente ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha. Na minha época, a Igreja Presbiteriana de Manaus tinha uns sessenta membros, mas possuía uma Escola Dominical muito forte, onde se dava muita ênfase no ensino da Palavra de Deus e onde ganhei muitos prêmios em gincanas, tendo que memorizar muitos textos da Palavra de Deus.
Quando essa primeira igreja foi derrubada para dar lugar a um templo mais amplo, fiquei triste, porque aquela igrejinha me trazia muitas recordações de meus primeiros passos na caminhada cristã. Ali atravessei várias fazes importantes de minha vida. Fui professora da Escola Bíblica Dominical, assumi diversos cargos na UMP e na SAF Ali também ganhei três filhos, CAIO FÁBIO, SUELY e LUIZ FÁBIO, que foram batizados pelo Pr. José Mattos Filho e ao final do ano de 1964 mudamo-nos para Niterói.

IPPV - E do segundo templo, quais são as suas recordações?

Irmã Lacy - Eu não vi quando construíram o segundo templo, já no pastorado do Pr. Felintho Almeida, na década de 60. Era um templo bem maior que o primeiro, tendo até uma pequena galeria. A entrada era agora pela Rua Silva Ramos. Nós estávamos nessa época em Niterói, onde passamos sete anos. O Caio, já convertido e vocacionado por Deus e sentindo o chamado para um lugar especifico, ouvindo a voz de Deus, trouxe-nos de volta para Manaus, em 1971, ano em que pastoreou a igreja Presbiteriana do bairro de Petrópolis. Em 73, qual minha surpresa, o Presbitério do Amazonas designou meu marido para pastorear esta amada Igreja que me viu nascer e crescer, ficando em sua liderança por 25 anos. A década de 70 foi muito marcante para o meu coração. Nela experimentamos alegrias e tristezas. As alegrias: Ver meu esposo ordenado pastor e liderando a minha Igreja; ver meu filho convertido, transformado, ajudando o próprio pai, levando almas a Cristo; ver a Igreja crescendo, a ponto de necessitar de fazer dois cultos aos domingos; ver o ministério de meu filho crescendo, e para expandir-se, ter que se mudar para o Rio de Janeiro, para que a VINDE (Visão Nacional de Evangelização) pudesse estender seus ministérios. As tristezas: Ver a partida de minha mãe, amiga e companheira nos momentos mais difíceis de minha vida; ver meu terceiro filho, Luiz Fábio, ser levado tão jovem e de uma maneira tão trágica. A diferença é que a tristeza hoje é vivida apenas pelas saudades. O senhor me consolou e me renovou. A Ele, toda a glória!

IPPV - Como foi para que se pensasse em construir um templo ainda maior que o segundo?

Irmã Lacy - Ao final dessa década (setenta), veio então a idéia de construir-se um novo templo e no início da década de oitenta começou a construção do novo templo, que hoje se vê, graças às bênçãos do Senhor, não contendo mais o afluxo de pessoas que dia-a-dia, o Senhor tem acrescentado.

IPPV - E como a irmã vê o futuro, agora com o projeto Pedras Vivas, visando a compra de um terreno maior para a IPM, onde poderemos construir um templo adequado ao crescimento, um lugar com uma infra-estrutura melhor, inclusive estacionamento para acomodar todos os carros da Igreja?

Irmã Lacy - Ver o quanto tenho visto, como membro desta Igreja, é motivo de júbilo e grande privilégio. Daqui pra frente, com o Projeto Pedras Vivas, que tem como objetivo construir um templo maior, o que tenho feito é orar e pedir a Deus, que dentro de seus planos, Ele concretize os objetivos do Conselho desta Igreja, que certamente, sob a orientação de seu novo líder, nosso amado pastor José João Mesquita, há de, com temor e tremor diante de Deus, ver o sonho concretizado dentro do tempo de nosso Pai Celeste. O tempo, a hora e os recursos, estão nas Santas Mãos do Senhor.
Para terminar, o meu desejo é ver a IPM crescendo em santificação diante de Deus; ver cada crente um discipulador dos novos crentes; cada Grupo Familiar crescendo no conhecimento puro do evangelho, sem deturpações importadas de outros "apriscos". Finalmente: a Igreja se preparando para o dia da volta do Senhor, quando vier para buscar a Sua Igreja, afim de que Ele a encontre santa, pura e sem defeito. Preparemo-nos, irmãos! O Senhor não tardará! MARANATA!